Arquivo do mês: novembro 2011

Unicamente feito de barro

Eu não fui feito de barro,

Não fui feito de amor,

Fui feito do vazio,

Do escuro

Da dor,

 

Eu não fui feito de barro,

Não me tiraram a costela,

Fui feito das escolhas,

Dos resultados,

Das escolhas,

 

Há mas me vejo assim

Em meio há passos largos,

Caminhando para o final eminente de quem ao menos sabe o que é

Eu fui feito do pavor pela vida,

Do medo do amor

 

Eu levei meus cavalos brancos para o único lugar do mundo,

Que pelo caminho me deixei levar,

Inexistente único semelhante ocorrido fato,

Perdido, acanhado, sozinho.


Fantasmas

Não mais pensei em meus dias ao teu lado,

Enviei me ao limbo do mundo interno ao que via em minha mente,

Segurei em tua mão e deitei-me em teu colo

Morri de paixão,

Sou eu infortúnio eterno enfermo em meio ao caos

Fantasmas mesmo que ainda me assombram

Erradicando memórias

Extraindo historias

Obrigando o caminho a se curvar a mim

Me perguntando quando a noite terá seu fim.


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